Fotos do Catetinho

História do Catetinho

O Catetinho foi a primeira casa oficial do presidente da república Juscelino Kubitschek,  no período de 1956 a 1961, a residencia está localizada na capital que na época ainda estava sendo construída, em Brasília, no Distrito Federal, hoje o local é um museu que está aberto a visitação. O nome foi dado pelo seresteiro e famoso violinista Dilermando Reis, ao qual se referiu ao Palácio do Catete, localizado na cidade do Rio de Janeiro, cidade que abrigou a sede governamental desde o século XIX.

No ano de 1956 novos planos econômicos e políticos estavam se iniciando no país, e a nova capital estava sendo construída. Após a entrada de Juscelino Kubitschek, o senado federal aprovou a mudança da capital, do Rio de Janeiro para Brasília, região mais interiorana. Antes da cidade ser levantada, o arquiteto Oscar Niemeyer projetou o Catetinho, onde seria a primeira sede governamental do país. O local compreende uma extensa área arborizada ao qual compreende o cerrado, sendo considerado um espaço singular. É também conhecido como o ‘Palácio de Tábuas’, já que é totalmente construído em madeira. Além de abrigar a residência do presidente, também serviu como local de apoio para a equipe do planalto central que trabalharam na construção de Brasília, sendo finalizada em abril de 1960.

Antes de ser pensada sobre sua execução, o presidente se instalou na fazenda local chamada Gama, e em uma noite, que uniu um grupo de amigos, e dentre eles estava Oscar Niemeyer, ao qual tiveram a ideia de construir um local mais específico e apropriado, e eis que o Catetinho foi construído em apenas 10 dias. Foi um espeço simples e útil, sendo este o primeiro projeto do arquiteto ali em Brasília. O material utilizado foram vindos do interior de Minas Gerais e Rio de Janeiro, e a construção não era apenas um barracão de madeira, mas a arquitetura ali utilizada tinha também muitas ideias modernistas que mais tarde caracterizaram ideias aplicadas na construção da cidade de Brasília.

O Museu do Catetinho

O local foi preservado para mostrar ao público a próxima realidade do que o local era na época, o cheiro de madeira, os móveis da época, fotos em preto e branco, o silêncio e atmosfera arborizada leva os visitantes a uma viagem no tempo e ilustra uma ideia do que o local era na época. É um local com simplicidade, com linhas retas e modernas e ao mesmo tempo representou uma ruptura com a arquitetura imperial antiga que era representada até então, idealizando novos rumos políticos econômicos.

O presidente JK não chegou a morar ali, somente pernoitava quando era necessário visitar a construção de Brasília, e ali já recebeu ilustres personagens e autoridades internacionais como a rainha da Inglaterra, Elizabeth II e outros como Bernardo Sayão, o engenheiro chefe da cidade de Brasília. Importante figura que leva o nome da rodovia popularmente conhecida como Belém-Brasília.

O chefe do museu do Catetinho é Aurentino Costa, que conta várias histórias aos visitantes do museu, foi empregado na época na residência e relembra momentos que servia refeições a JK e convidados, compartilha fotos e histórias. Como a festa de inauguração do Catetinho, onde na falta de gelo para wisky, eles acabaram utilizando granizo de chuva como gelo e enterraram as garrafas na mata para conseguir refrigerar a bebida. Além de ser um local com intuito político, ali também aconteciam muitas serestas, já que ali eram recebidos muitos artistas e músicos muito conhecidos como Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

Por ter sido um local com grande importância politica foi rapidamente tombada, logo em sua inauguração, no dia 10 de novembro do ano de 1956, Juscelino Kubitschek já tinha direcionado aos cuidados da DHHAN (Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e após três anos o local foi finalmente tombado pelo Iphan ( Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e no ano de 1970 foi transformado em Museu.

Catetinho passou por algumas restaurações, mas os móveis ao qual possui são peças originais do período, e ainda ali possuem peças pessoas de JK como roupas e livros, e também o violão de Dilermando Reis está exposto, seresteiro ao qual idealizou o nome. O local possui algumas limitações estruturais, como toda a estrutura é feita com madeira, o desafio principal é a eliminação de cupins, mas de período em período são feitas operações de descupinização. De acordo com Iphan, o Catetinho é um dos monumentos históricos que está em melhor estado de conservação.

Como Chegar e Informações Úteis

O Museu esta relativamente distante do centro, já que fica em uma entrada no meio da BR-040, estrada de acesso a Brasília, e mesmo assim, o estabelecimento recebe anualmente cerca de 23 mil pessoas, estando entre os principais públicos estudantes em excursões e turistas domésticos e internacionais. O local não possui muita sinalização, desse modo dificulta seu acesso.

Está localizado na BR 040, KM 0 , no trevo da Gama, Distrito Federal, CEP 71745-000. A entrada é gratuita e funciona de terça-feira a domingo, das 9 horas da manhã até as 17 horas da tarde.



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